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Atualizado em 13/09/2017

O que assusta Lula? - Paulo César De Oliveira

Estariam derretendo os pés de barro do ídolo Lula? Seriam mesmo de barro os seus pés ou, ao contrário do que se pensa, hoje ele é uma liderança real, de pés firmes, bem fincados entre o povo e que, por isso, não corre riscos de desmoronar com novos fatos que fizeram a crise política voltar a mexer com o povo. Povo que já andava cansado de muita conversa, muito foguete molhado que se tentava transformar em bomba de grande efeito.

O depoimento – lembrem-se que ainda não é a delação – do ex ministro Palocci tem potencial para ser a bomba que pode detonar o, aparentemente, já cambaleante Lula. Muito mais do que efeitos jurídicos, as revelações de Palocci já geraram abalos na base lulista.

O que todas as revelações a respeito da postura pessoal e política do ex presidente, apontado por ex-seguidores, biógrafos, historiadores ou mesmo jornalistas, como colaborador do regime militar, de receber propinas de empresas para evitar greves, de se relacionar muito bem com as elites e manipular os pobres, não tinham conseguido fazer, as revelações da operação Lava Jato vão produzindo o efeito de corroer a imagem do ex-líder sindical, especialmente junto à classe média, seu sustentáculo político.

O discurso de quem sabe, habilmente, hipnotizar as massas, já não atrai e não convence, a não ser, claro, aos doutrinados. Lula encerrou agora uma rodada pelos Estados do Nordeste, evitando capitais, se concentrando nas cidades menores, onde qualquer um, e ele muito mais, é atração. Não fez uma viagem de campanha, como tentar vender o PT. Lula, ao viajar, tentou escrever uma peça de sua defesa, se apresentando como alguém que está sendo perseguido por sua liderança política e, certamente, vencedor em 2018. O depoimento de Palocci neutraliza a estratégia. A delação que o ex-ministro está negociando, pode ser a pá de cal na carreira do nordestino que tem sim algo de gênio da política.

 

(*) Diretor-geral das revistas Viver Brasil e do jornal TudoBH

 

 

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