ÁREA DO ASSINANTE






Atualizado em 02/08/2017

Julgamento de Temer - Paulo César De Oliveira

 

Esta é uma semana decisiva para o presidente Michel Temer. Mesmo que a votação, no Plenário da Câmara dos Deputados do pedido de abertura de processo contra ele, não seja realizada, ficando para a próxima, o presidente terá um intenso desgaste para acertar os apoios de que necessita e que têm custado caro. A oposição até que não tem sido um problema na vida dele. A ela não interessa, nesta altura, tirá-lo do cargo. Melhor mantê-lo.

Lula e seus aliados sabem, e como sabem, que este não é um bom momento para tentar uma disputa eleitoral. Apesar das pesquisas lhe serem favoráveis, hã o outro lado da moeda: a rejeição apresenta números mais robustos do que a aprovação. Mais, enquanto a aprovação é maior em áreas de pouca densidade de voto, a rejeição é justamente na de maior número de eleitores.

Melhor mesmo é manter Temer, ou o “fora Temer” e contar com os amigos dele, para o serviço sujo. Amigos como Joesley Batista, de tanta confiança que era recebido pela madrugada nos porões do palácio, mas que, depois da gravação e da delação, virou ‘bandido confesso” e sem qualquer caráter. Para Temer e vários outros políticos, embora com alguns dele vem sendo muito leal. Lealdade que, certamente, tem um preço, já pago ou não.

Joesley, muitos podem achar que tem cara de bobo, fala de bobo, roupa de bobo, mas não é nenhum bobo. De origem humildade, soube transformar um pequeno negócio num gigante mundial, no maior produtor de proteína animal do mundo. Não que não seja possível tornar-se milionário honestamente, mas ele e seu irmão Wesley escolheram o caminho mais curto, se aproximando dos corruptos da vida púbica, sem se preocupar com coloração partidária.

Soube buscar os corruptos para fazer seus negócios e farejar os vaidosos para negociar sua delação. Conseguiu a imunidade e deixou muita gente em maus lençóis, embora a maior parte também vai escapar, como o presidente Temer. Afinal este é o país da impunidade. E por falar em impunidade, de onde mesmo saíram os bilhões que a JBS usou para corromper milhares?

 

(*) Diretor-geral das revistas Viver Brasil e do jornal TudoBH

Para ler a coluna completa Assine aqui o JN Notícias

Comentários