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Atualizado em 29/05/2017

IV TORNEIO DE PURRINHA: Cem mãos, 150 palitinhos e um novo Campeão de três poderes - GEORGE NANDE

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Um passatempo de boteco que virou esporte. Assim pode ser definido o jogo de purrinha, também conhecido como jogo de palitinhos. Uma modalidade que alia concentração, perspicácia, matemática e, claro, sorte. Muita sorte. Apesar de ser uma brincadeira, já teve até morte em jogo de purrinha. Claro, com gente de ânimos exaltados tomando umas curraleiras, a desconfiança de uma possível trapaça e desentendimentos, o jogo apostado pode acabar em óbito. Mas não é o caso da Federação Brasileira de Purrinha (FBP) – Primeira Liga de Purrinha de Montes Claros, que surgiu no Bar do Vanderlei Sales, no Bairro São José. Lá, a coisa é séria.

Na tarde do último sábado (20/5), a FBP promoveu o IV Torneio de Purrinha Bar do Vanderlei. Foi na esquina das ruas Germano Gonçalves e Sebastião Dias Soares, no Bairro São José. Estendidas sobre mesas, 100 mãos de 50 craques empunhando 150 palitinhos coloridos. Marraia! Grita um. Sucessivamente, números vão saltando das bocas dos halterocopistas. Jogam entornando copos de cerveja, enquanto o churrasqueiro se vira como pode para garantir o tira-gosto nas mesas. Atentos, os fiscais-árbitros vão anotando as pedidas, enquanto ocorrem eliminações.

A disputada é acirrada e animada, sempre atraindo os olhares de quem passa pela “esquina famosa”, onde galeras se reúnem todos os dias para bebericos e mastigar alguma coisa. Um dos coordenadores do torneio, Jorge Brito, o Jorginho da Caixa, explica as regras, enquanto o repórter-cinegrafista Rubem Ribeiro de Oliveira grava tudo para seu programa “Momento Esportivo” na VinTV. A descontração também rola solta, com o coordenador Léo Boca Preta dançando e Betão Apito Rosa entornando a sua caneca gigante, que sempre carrega consigo. E assim vai rolando o torneio, com os eliminados tomando uma para afogar as mágoas.

Após inúmeras rodadas, garantem vagas na decisão três jogadores. Ao final, a sorte sorriu para Alex Três Poderes, que se junta à galeria dos campeões dos anos anteriores: Joel (2014), Madruga (2015) e Aristides (2016). Jorge ficou com a segunda colocação e Fabrício com o terceiro lugar. Encerrada a árdua competição, é feita a entrega da premiação de troféus, caixa de cerveja e outros mimos para os primeiros colocados. Persistente, Betão Apito Rosa avisa que será o campeão no quinto aniversário do torneio, que também conta com patrocinadores.

O esporte tem crescido tanto, que os organizadores estão até projetando fazer um ranking, com a criação das primeira e segunda divisão. É que tem jogadores demais e, para a coordenação, com muita gente fica difícil de controlar tudo. Neste ano, o número de inscritos foi limitado a 50, mas poderá ocorrer uma divisão, com acesso e descenso, como no futebol. Bem, até que novas regras sejam oficializadas, os jogadores terão muito tempo para se preparar para os próximos desafios: todos os dias. Haja cerveja e tira-gosto!

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