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Atualizado em 05/10/2017

Comentários – Benedito Said

BAIXO - Um buraco insistente permanece na Avenida Flamarion Wanderley, Bairro São José. Fica no sentido Rua Germano Gonçalves para Rua Alan Kardec. Como local ocorre feira de produtos sem agrotóxicos, à noite, e todos olham para mercadorias e barracas, sempre para o alto, o buraco acaba sendo inimigo dos desatentos. Na semana anterior, duas mulheres caíram devido àquela depressão no asfalto, sendo que uma delas teve que ser levada a hospital para outros procedimentos. Há certos buracos, devido à dimensão e espessura, podem merecer combate mais planejado. Mas esse não é tão portentoso assim que não mereça uma pá de cal ou de brita.

ROSA- Nesta temporada de alerta sobre câncer de mama, é bom relembrar que entre os anos 2006 e 2009 foi realizada uma pesquisa em Montes Claros para se saber dos índices da doença no seio da comunidade feminina da cidade. Os números de incidência foram alarmantes e ainda apontaram que 40% das pacientes com câncer de mama tinham menos de 50 anos. Isso reforma a tese de que o diagnóstico precoce, e a partir dos 40 anos, como preconizam os médicos oncologistas, deve ser popularizado. Apesar de respaldo constitucional, a mamografia não está à disposição das mulheres com a facilidade que se exige. Um exame de mamografia custa em média 30 reais pelo Sistema Único de Saúde, enquanto o tratamento da doença em algum estágio pode custar 250 mil reais em medicamentos. Passa da hora de que a mamografia esteja à disposição das mulheres quando elas atingirem os 40 anos.

RUBRO - O médico mastologista Gessandro Fernandes, que atua no Hospital Santa Casa e na Fundação Dilson Godinho, lembra que Minas Gerais, ainda no governo estadual passado, desenvolveu programa que permitiria às mulheres fazerem o exame de mamografia tão logo chegassem aos 40 anos. Foi um programa inovador, sem barreiras e para todas as mulheres. Mesmo com o sucesso do programa, que era ideia do mastologista Sérgio Bicalho, o governo atual não deu continuidade. Coube a outros estados encaparem a ideia e colocá-la em prática.  Enquanto isso, o diagnóstico precoce, fundamental para se evitar até os problemas de saúde derivados dessa doença, vai caindo pelas tabelas.

AMARGO - O possível corte da insulina no Farmácia Popular deverá ter um impacto limitado nas farmacêuticas, segundo executivos do setor. Há 2 milhões de brasileiros que tomam algum tipo de insulina, e o total de diabéticos cresce a dois dígitos, pelo envelhecimento da população e pela mudança de hábitos alimentares. Eles vão demandar de uma maneira ou de outra. Em negociações recentes, o governo pediu uma redução de 70% no valor pago pelo produto e avalia retirá-lo da lista de itens disponibilizados. Em 2016, a União gastou R$ 206 milhões com insulina por meio do Farmácia Popular, segundo a Interfarma, associação da indústria. Isto é, sai da farmácia popular, mas o remédio terá que ser adquirido de alguma forma, não prejudicando a indústria e com ajuda da omissão do governo federal.

LIMPO - A prefeitura está limpando todo o córrego do Cintra. É trabalho pesado, feito principalmente no braço. Mas se a população não cooperar, aí fica difícil. Ontem, a limpeza chegava à região do Vera Cruz, mas já na Vila Ipiranga, moradores, principalmente carroceiros, se encarregavam de derramar entulho nas cercanias do córrego. A cultura de descartar entulho e lixo nos terrenos baldios e nos córregos acompanha muitos cidadãos de Montes Claros com a naturalidade de quem come arroz com pequi. Lembrando que o pequi roído também é descartado no meio ambiente, que vai providenciar a sua absorção natural. Destino igual não pode se dizer dos sacos plásticos, móveis velhos, pneus usados que enfeiam a cidadela que quer ser princesa. Desse jeito mal será Gata Borralheira.

LIXO - Cinderela é o avesso da Gata Borralheira. A primeira é princesa, a outra remetida ao limbo. Borralheira é o nome dado para o local onde se guardavam as cinzas ou lixo dos fornos a lenha (borralhas). Eram locais bastante sujos. Em suma, a gata borralheira é uma jovem bonita, mas que vive em meio à bagunça ou sujeira.

BERRO - Os preços dos contratos futuros do boi gordo registraram altas generalizadas. A valorização dos derivativos do boi remete um reposicionamento de carteira por parte dos agentes depois das perdas acumuladas nos dias anteriores. O setor acredita que o volume de animais confinados cresceu neste ano frente ao ano passado, ao mesmo tempo que a retomada da demanda agregada puxada pelas exportações deve fortalecer os preços da arroba. O dólar foi cotado a R$ 3,1931 no dia 27 de setembro, com alta de 2,04% ante quinta-feira passada. O norte de Minas continua com o rebanho bovino em queda. Ruim para a economia regional, prediz o Informa Economics.

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