ÁREA DO ASSINANTE






Atualizado em 02/10/2017

Comentários – Benedito Said

MUDO - A audiência pública de quinta-feira passada para discutir escola sem partido, uma ideia direitista para silenciar a esquerda do chamado politicamente correto tendente ao ateísmo, não mudou a vida da Câmara Municipal. Mas expôs a decadência social, principalmente quando os defensores do liberalismo dentro e fora da escola, quiseram partir para a agressão verbal e até mesmo física. O presidente da Casa, vereador Cláudio Prates (PTB), teve que ser forte e dois militantes do PC do B, tiveram que receber mensagens do vereador Daniel Dias para que quietassem o facho. A sociedade cai diante da violência, da pobreza, do desemprego, retrocesso aos progressos sociais, e querem impor na escola sexo para debate explicito em favor de gênero, definição que só existe na gramática. O momento é para defender o ser humano, seja de qual etnia, qual orientação sexual, posição social etc.

FALA - As audiências públicas na Câmara Municipal têm lado positivo quando seletivas. Quando abordam a questão apenas do modismo ou seguem apelo midiático, acabam se tornando verdadeiro tiro no pé. Deve ser assim que o vereador Valcir da Ademoc (PTB), proponente da audiência pública de quinta-feira última deve estar se sentindo: ferido no pé. Desgaste desnecessário, sem retorno, com agressões verbais de quem não sabe conviver com a democracia de ouvir o outro, discordar, mas de maneira civilizada. Além do que, como na maioria das audiências públicas, no dia posterior ninguém mais não vai se interessar pelo que foi debatido ontem. É questão de maturidade. Saber fazer a leitura correta do universo ao derredor para não gastar munição com pouca caça. A maioria da população virou as costas para o tema em questão, pois pesa mais é a situação de calamidade pública de uma população sem água, convivendo com desemprego e mês comprido demais para pouco salário e inflação em alta.

FUNDO - O jornalista Reinaldo Azevedo escreveu: “Será que o movimento Escola Sem Partido, de viés direitista, percebeu que os esquerdistas da Procuradoria-Geral da República tentaram emplacar, também pela via judicial, a Escola Sem Religião? Será que os dois grupos se reconhecem como iguais, como animais políticos da mesma espécie, com ideais de pureza e verdade opostos, mas combinados? Duvido. A ideologia costuma ser mais reativa do que ativa; mais do que formular conteúdos, ela repele os do adversário, sem enxergá-lo”.

POÇO - E disse mais: “Por um voto de desempate apenas, o Brasil não saltou, nas escolas, da condição de Estado laico para a de Estado ateu, sob o pretexto de garantir a pluralidade. O STF concluiu, na quarta, a votação de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI), movida pela PGR, que, na prática, proibia o ensino religioso nas instituições públicas. Atenção! Onde ele existe, é facultativo”.

FESTA - O empresário Paulo César Mota Santiago mantém trabalho firme frente ao Centro de Formação Profissional Divina Providência. Neste ano, serão mais de 500 jovens já capacitados em preparação para entrar no mercado de trabalho. Na solenidade de formatura de nova turma na última quinta-feira, Paulo César recebeu doações expressivas para continuar a sede própria da instituição e mais ainda uma padaria completa da Triggus, empresa de Montes Claros do ramo de panificação, que nasceu a partir da tradicional Padaria Montes Claros, que tem mais de 65 anos de atividade em Montes Claros. Isso é fazer em favor de Montes Claros. Ajudar sem olhar a quem.

AJUDA - Na visão do moderno empresariado, vale muito o apelo social. Alguns optam por atuar em favor do meio ambiente, crescendo ações diretamente na sustentabilidade. Outros já investem diretamente na sobrevivência de instituições sociais, algumas versando sobre qualidade de vida e saúde, outras atuando diretamente na inclusão de pessoas em risco. A Tribbus, por exemplo, já ajuda, e muito, na Fazenda Solidariedade, dirigida pelo Frei Valdo, apoiando projetos de recuperação de pessoas viciadas em drogas e até mesmo empregando esses egressos desse mundo de escombros.

COFRE - A recessão brasileira, com uma queda do PIB de 3,6% em 2016, foi insuficiente para brecar o crescimento do número de milionários no país no ano passado, segundo estudo. Levantamento da consultoria Capgemini aponta que havia 164 mil milionários no Brasil no ano passado, 10,7% mais do que em 2015. O dado chama a atenção não apenas porque o crescimento ocorreu um ano em que a economia brasileira afundou, mas também porque ele foi superior à média global: 7,5%.

BOLSA - Segundo o jornal Folha de São Paulo, para tudo tem um por quê. A explicação para o aumento dos ricos no país, porém, não é tão complicada, aponta o jornal. A ascensão dos milionários brasileiros (aqueles que têm pelo menos US$ 1 milhão em ativos, excluindo a residência principal e outros bens como coleções) se deveu à disparada da Bolsa. A Bolsa brasileira foi a que mais subiu no mundo no ano passado, com valorização de 69% em dólar —a moeda americana serve como referência na comparação internacional para tentar amenizar as influências locais. Como a maioria de nós nem bolso tem, calma.

Para ler a coluna completa Assine aqui o JN Notícias

Comentários