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Atualizado em 21/09/2017

Acontece em política – Hélio Machado

Retorno da gestão plena

Embora de início tenha relutado em aceitá-la, até que enfim, a administração municipal cedeu às pressões e aceitou o retorno da gestão plena da saúde ao município. O processo de transferência da gestão hospitalar se iniciou é será concluído em curto espaço de tempo. Isto significa que caberá novamente à Prefeitura fazer o repasse dos recursos referentes aos serviços prestados pelos hospitais ao Sistema Único de Saúde (SUS), como ocorrida em passado recente. A expectativa é de que há haja melhora substancial no setor, alvo de intensas reclamações. Para efetivar seu retorno ao município, tudo indica que o governo do Estado garantiu repasse em torno de R$ 2 mil hões mensais que faltavam para fechar a conta. A resistência inicial do prefeito Humberto Souto, do PPS, de aceitá-la de volta se deu por esta questão, uma vez que alegou que a administração municipal não tinha condições de bancar estes recursos, porque ainda está se acertando do ponto de vista financeiro. E ainda que tivesse, não o faria, porque não é de sua responsabilidade.

A resistência do Executivo, de início, em aceitar a volta da gestão plena da saúde ao Município lhe rendeu sucessivas críticas, de diferentes setores da sociedade. Na Câmara Municipal, estes posicionamentos foram recorrentes, em pronunciamentos na tribuna, de que, mais cedo ou mais tarde teria que acontecer. Até porque, quem tem que fazê-la é o município, que vive o problema no cotidiano e tem que buscar alternativas para resolvê-los, de forma a atender aos interesses da população. A gestão plena foi retirada do Município por questão política, na administração passada. O governo do Estado teve que interferir e chamar para si esta responsabilidade, em função da briga p olítica do então prefeito Ruy Muniz com os hospitais. Ele chegou a reter recursos que teria repassar aos prestadores de serviços, sob a alegação de que estes não vinham sendo prestado a contento, o que gerou momentos de tensão entre as partes. Para evitar maiores problemas, o governo teve que interferir, mas agora a devolve ao Município, que terá a missão de fazê-la novamente. E acredita-se que cumprirá a missão sem maiores dificuldades.

 

 

VISITA -Desta vez, a visita do governador Fernando Pimentel, do PT, ao Norte de Minas, não foi como as outras, de mãos vazias. Isto porque, durante o curto período de permanência em São Francisco, nessa terça-feira, o petista anunciou a disposição de construir a ponte sobre o rio do mesmo nome, que liga a cidade a Pintópolis, com investimento estimado de R$ 105 milhões. Pimentel quer, com este gesto, angariar a simpatia da população, na expectativa de que se transforme em votos, nas urnas, em 2018. Com desgaste acumulado ao longo do mandato, ele terá dificuldades para reeleger-se.

SATISFEITO – Quem não coube em si de felicidade, com o simples anúncio de disposição de construir a ponte, é o deputado Paulo Guedes, do PT, que cumpre o terceiro mandato consecutivo à Assembleia Legislativa. É que, o parlamentar espera que o projeto saia efetivamente do papel, a tempo de colher os dividendos políticos nas urnas, ano que vem, na disputa por uma cadeira na Câmara dos Deputados. Guedes cansou da AL e agora, fez a opção por tentar fortalecer a representação pol&iacu te;tica do Norte de Minas na Câmara dos Deputados. Acredita-se que tenha chances reais de sucesso nas urnas.

CRÍTICAS – A administração municipal tem recebido sucessivas críticas na Câmara Municipal e da população, por uma série de fatores, sobretudo pelo seu estado letárgico e pelas vaidades pessoais de seus integrantes, que não se acostumaram com o Poder. O secretário de Desenvolvimento Social, ex-vereador Aurindo Ribeiro, tem sido um dos alvos preferenciais, nos últimos dias, no Legislativo. Vice-presidente da Câmara, o vereador Idelfonso da Saúde, do PMDB, o criticou repetidas vezes, nos últimos dias, sob a alegação de que o secretário não vem dando conta do recado, enquanto os problemas sociais se avolumam.

VAIDOSO – Aliás, um secretário mais próximo do prefeito Humberto Souto, do PPS, que tem que aguentar seus xingamentos diários sem direito a pronunciar uma só palavra, não cabe em si de tanta vaidade. De acordo com informações chegadas à coluna, ele mudou totalmente a postura e anda com aquele ar de imponência, de extrema importância, como se fosse o próprio prefeito e o poder não fosse efêmero. E se nega a cumprimentar seus vizinhos depois que assumiu o cargo na Prefeitura. A observação é que, antes das eleições fazia questão de tratar bem e dispensar atenção a todos, quando pedia votos para o hoje prefeito.

OPOSIÇÃO – Representante do PTB do Norte de Minas na Assembleia Legislativa, deputado Arlen Santiago, tem se posicionado, ao longo do mandato, como autêntico oposição ao governo Fernando Pimentel. E o critica sem só nem piedade nos pronunciamentos na tribuna da AL, como também em suas intermináveis viagens ao interior. Aliás, aproveita para disparar contra o PT como um todo. O parlamentar funciona como espécie de ferrinho de dentista, a incomodar a quem se opõe sem parar. Foi até mais intenso durante o período em presidiu a Comissão de Saúde do parlamento mineiro.

REPERCUSSÃO – Visita do pré-candidato do PDT à Presidência da República, Ciro Gomes, a Montes Claros, há alguns dias, para convenção do partido, não para de repercutir. Agora mesmo, ganhou destaque com duas páginas na edição da Revista Tempo, que circula na cidade. A bem elaborada matéria é do jornalista Jorge Farinha, que cobriu o evento realizado no Plenário da Câmara Municipal, que fichou cheio. Além disso, ele participou de coletiva de Ciro com a Imprensa, logo após o encerramento do evento. A matéria da revista tem repercussão positiva nos meios políticos da cidade e região.

ASSEMBLEIA – Um dos maiores defensores das pessoas com deficiência em Montes Claros e que o faz ao longo de três mandatos consecutivos à Câmara Municipal, o vereador Valcir da Ademoc, do PTB, participa de audiência pública da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, nesta quinta-feira às 9h30 da manhã, em Belo Horizonte. Proposta pelo deputado Carlos Pimenta, do PDT, que preside a Comissão, a reunião tem como objetivo discutir sobre o Centro de Órtese de Prótese, situado no bairro de Lourdes, em Montes Claros, que não corresponde à expectativa do público-alvo.

AUDIÊNCIA – Se depender da Câmara Municipal, os guardas municipais vão andar armados em futuro breve, como dispõe a legislação vigente. A questão será discutida em audiência pública a partir das oito horas da manhã dessa quinta-feira, no Plenário da Câmara Municipal, a requerimento do vereador Marlon Xavier, do PTB, integrante da Comissão de Segurança e Direitos Humanos do Legislativo. A proposta é de se discutir à exaustão a proposta de dotar a Guarda da devida estrutura para que auxilie na segurança pública. Entre os convidados, o secretário municipal de Defesa Social, Anderson Chaves.

 

 

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