ÁREA DO ASSINANTE






Atualizado em 13/09/2017

Acontece em política – Hélio Machado

Momento para refletir

O descrédito e a insatisfação com a classe político ficaram mais evidentes no desfile cívico-militar de 7 de Setembro, em todo o País. O público não perdeu a oportunidade de criticar e vaiar políticos que participaram do tradicional evento de encerramento da Semana da Pátria. Em Montes Claros, o prefeito Humberto Souto, do PPS, foi vaiado ao desfilar em carro aberto, na Avenida Sanitária, em companhia de comandantes militares. Nada de se espantar, porque o homem público está sujeito a qualquer tipo de manifestação. E precisa encará-las com certa naturalidade. Quando passava pela avenida e acenava para a multidão o prefeito era vaiado pelo público presente. A manifestaçã ;o é uma demonstração de insatisfação com a administração municipal, que em oito meses de mandato ainda não disse efetivamente a que veio. Se o prefeito tinha alguma dúvida sobre sua popularidade, tirou-a no desfile dessa quinta-feira, com a participação estimada de cerca de 20 mil pessoas.

Mesmo com a elevada temperatura, o público manteve a tradição de comparecer à Avenida Sanitária para acompanhar o desfile. E não perdeu a oportunidade de externar a insatisfação com a política e os políticos. As vaias dirigidas a Humberto Souto, desde o início do percurso significam que a população, que apostou nele, não está satisfeita com os rumos de seu governo. Acredita-se que serviram para o prefeito constatar que o que alguns assessores andam dizendo, que está tudo muito bem, não procede. É um alerta para refletir sobre as ações de seu governo. O povo que elege, aplaude o político, também tem o direito de vaiar. Trata-se de uma forma legítima de manifestar o descontentamento com o político e a forma de se fazer política. Emitiu, desta forma, o sinal de alerta ao prefeito, de que ele deve fazer correção de rumos. E que, na pior das hipóteses, precisa começar a resgatar os compromissos firmados na campanha eleitoral. E não adianta ele dizer que não os fez, porque há provas incontestáveis. Que as vaias se transformem em combustível para Humberto Souto fazer a máquina pública funcionar em defesa dos legítimos interesses coletivos. O momento nos parece propício à reflexão.

REAJUSTE – O consumidor está sem entender a nova política da Petrobras em relação aos preços dos combustíveis, que passaram a sofrer majorações quase diárias, deixando a todos assustados. A empresa elevou o preço da gasolina nas refinarias em 2,6% e o diesel em 1,5% a partir desse sábado. A nova política de revisão de preços foi divulgada pela petroleira no dia 30 de junho. E os postos, por certo, vão repassar a majoração ao consumidor final, que sempre paga o pato. Se continuar assim vai ficar difícil andar de carro no cotidiano. A alternativa será deixá-lo na garagem e recorrer ao transporte público.

SENADO – Duas vagas de Minas Gerais no Senado, dos senadores Aécio Neves, do PSDB e Zezé Perrela, do PMDB, passaram a ser o alvo preferencial de políticos dos mais diferentes partidos no Estado, que se apresentam como pretensos candidatos. Isto porque, pelo menos Aécio não deve concorrer à reeleição, em função das denúncias de possível envolvimento em corrupção, que o desgastaram. Até o ex-prefeito Ruy Muniz, do PSB, fala em ser candidato a senador. Se o PSB ou outro partido conceder-lhe a legenda, ele pode concorrer, mas não se acredita que, em condições normais, tenha votos para se eleger.

REELEIÇÃO – Quem imagina que o prefeito Humberto Souto, do PPS, vai cumprir o mandato de quatro anos e aposentar-se na política pode estar redondamente enganado. De acordo com fonte da coluna, da mais alta credibilidade e com livre trânsito em seu gabinete, ele externa vontade de buscar a reeleição, em 2020. E o tem feito com apenas nove meses de mandato, em que ainda não conseguiu mostrar serviços à população e também não resgata os compromissos de campanha. Se levar a proposta adiante, o prefeito pode ficar em dificuldades, porque a maioria dos partidos que o apoiou não tende a apoiá-lo de novo.

REUNIÃO – Com a pauta cheia, a Câmara Municipal realiza mais uma reunião ordinária, nesta terça-feira, a partir das oito da manhã, sob a presidência do vereador Cláudio Prates, do PTB. Constam da pauta seis projetos, com perspectivas de que sejam aprovados. Um dos projetos mais importantes é do vereador Wilton Dias, do PHS, primeiro secretário do Legislativo, para que a MCTrans dê ciência aos infratores, nas notificações de trânsito, que as punições pecuniárias podem ser revertidas em advertência, de acordo com artigo 258 do Código de Trânsito Brasileiro, desde que o infrator seja primário.

TAXA – Deu entrada na Câmara Municipal e tramita desde a semana passada, projeto do vereador Cláudio Prates, do PTB, que a preside, para revogar a lei complementar de 27 de dezembro de 2013, que desmembrou a taxa de lixo do IPTU e a reajustou com índice elevado. Com isso, a lei anterior deverá voltar a viger, o que se chama no Direito de repristinação. O vereador tomou esta decisão em função das sucessivas reclamações da população, de que o prefeito Humberto Souto assumiu compromisso na campanha eleitoral, de acabar com a taxa de lixo, mas não o fez e nem sinaliza que vai fazê-lo mais à frente.

FENICS – A Associação Comercial, Industrial e de Serviços (ACI), cuida dos últimos preparativos para realizar mais uma edição da Feira Nacional da Indústria, Comércio e Serviços (Fenics), de 14 a 17 deste mês, no Parque de Exposições João Alencar Athayde. A mostra, ao longo dos anos, tem atraído a atenção de expositores de diferentes regiões do País, que vêm apresentar novidades, no setor de comércio e serviços. Os reflexos da crise econômica não vão prejudicar a feira. Diretoria da entidade, presidida pelo empresário Newton Figueiredo está otimista com o sucesso de mais uma edição da Fenics.

PPS – Sem disputa, o PPS prepara-se para sua convenção, no próximo dia 23, no Plenário da antiga Câmara Municipal, para escolher a nova diretoria, que vai comandá-lo por dois anos. A chapa é encabeçada pelo contador Odilon Paixão, que substituirá o atual presidente, vereador licenciado e secretário de Planejamento e Gestão, Cláudio Rodrigues de Jesus, o Claudim da Prefeitura. Sem a presença do prefeito, sua estrela maior, o partido realizou reunião, há poucos dias, em que discutiu sobre a convenção. Com destacado serviço prestado ao partido, Odilon foi escolhido para presidi-lo. O PPS estará em boas mãos.

COMÉRCIO – Crise hídrica afeta a todos os setores em Montes Claros, com reflexos diretos em sua economia. Pode parecer que não, num primeiro momento, mas dificulta a vinda de novos empreendimentos, para gerar novos empregos e contribuir concretamente para melhorar a qualidade de vida da população. Mesmo assim, a administração municipal trabalha otimista visando a atrair novos investidores, através da secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo, comandada pelo empresário Edílson Torquato, com o suporte da Fiemg Norte, presidida pelo empresário Adauto Marques, também vice-prefeito.

Para ler a coluna completa Assine aqui o JN Notícias

Comentários