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Atualizado em 04/09/2017

Comentários – Benedito Said

SALDO - A Feira Nacional da Indústria, Comércio e de Serviços de Montes Claros  (Fenics) será iniciada no dia 14 próximo com expectativa de 100 milhões de reais em negócios, fluxo de 80 mil pessoas. Conforme o presidente da Associação Comercial e Industrial, empresário Newton Figueiredo, em tempos adversos, nada melhor de quem uma feira desse tamanho para espantar até mau olhado. Tanto assim, que a Fenics terá 250 estandes, gerando 300 empregos diretos e indiretos, notabilizando-se por mostrar o potencial regional, que vai de prestação de serviços à exposição de franquias. Conforme o presidente da ACI, mais do que isso, a feira abre portas para negócios, dá visibilidade e congrega forças, inclusive aquelas voltadas para a solidariedade, já que também oferecerá espaços para ONGs que atuam em favor do semelhante.

SOL - Um dos destaques da Fenics tende a ser a abordagem da visão de sustentabilidade dentro os contextos socioeconômicos atuais. Além das franquias, que se tornam grandes oportunidades de negócios para quem pretende se tornar empreendedor de sucesso, haverá apresentação das tecnologias anexas à exploração da energia solar, com condições de beneficiar todos os patamares do empresariado e também da vida familiar.

AÇÃO - Conforme Newton Figueiredo, em entrevista à Rádio Educadora, as instituições produtivas são parceiras das ações visando ao enfrentamento dos tempos difíceis, e isso também “é realizado com voluntariado, como trabalha a direção da ACI, e envolvimento nas causas sociais”. Um exemplo é a abordagem que a Associação Comercial e Industrial faz junto à rede voluntariado. Há uma diretoria de voluntariado na ACI, inclusive que participou de encontro no último dia 28 em Belo Horizonte, sob chancela da ONU, e pode apresentar o que tem sido feito em Montes Claros a partir da organização de 15 entidades que são ou que foram certificadas para receber doações, apoio oficial e trabalhar para socorrer ou ajudar pessoas em risco social, em tratamento de doenças graves ou mesmo de cunho educacional. Outras 15 instituições também já se habilitam para assumir esse perfil de oficialidade, tão necessário para o desempenho eficaz da missão que abraçaram.

ROTA - O estado de Minas Gerais está sem condições de fazer o transporte escolar de alunos da rede estadual de ensino. Parcerias com os municípios, como é o caso de Montes Claros, têm sido mais difíceis, principalmente porque o próprio estado não assume repasses nem garante estagiários para acompanhar o alunado. Como é mais fácil bater na cangalha do município, o estado fica ao longe, só aguardando melhores ventos para pagar a conta que lhe cabe nesse imbróglio.

PAROU - Um mercado antes exuberante dá sinais claros de cansaço. Em Montes Claros, como de resto em todo o País, matrículas no ensino superior declinam com força descomunal. Até mesmo o curso de direito, antes joia rara, decai. Medicina ainda é atrativo, mas com visão excludente, pois os preços das mensalidades eliminam aventureiros, principalmente depois que o financiamento estudantil bancado pelo Governo Federal não é mais fator de facilidade.

QUADRO - O ensino superior brasileiro estagnou em 2016. O volume de alunos matriculados em faculdades e universidades do país foi praticamente o mesmo do ano anterior. O total de novos alunos em cursos presenciais caiu. No ano passado, o país registrou 8,05 milhões de alunos em cursos de nível superior (presencial e a distância), contra 8,03 milhões em 2015. Uma variação de apenas 0,2%. A ampliação no total de alunos já havia desacelerado em 2015, quando as matrículas cresceram só 2% com relação ao ano anterior. Comportamento que não era tão ruim desde 2009. Mas essa estagnação registrada em 2016 indica o pior cenário de matrículas pelo menos desde 2006. De 2006 a 2015, o total de alunos cresceu, na média, 6% ao ano.

TEMPO - Segundo o jornal Folha de São Paulo, esses dados saídos do Censo da Educação Superior de 2016, divulgados pelo MEC (Ministério da Educação) ontem, precisam de análise mais profunda, pois afetam a vida econômica futura do País. A queda no número de novos alunos de cursos presenciais é preocupante. Em 2016, ingressaram no ensino superior 2,14 milhões de alunos, 4% a menos do que no ano anterior. É o segundo ano consecutivo de recuo em novas matrículas presenciais. Essas reduções ocorrem na esteira da crise econômica e desemprego. O enxugamento do Fies (programa de Financiamento Estudantil), promovido nos governos Dilma Rousseff e Michel Temer, também impactaram nos resultados. A opção tem sido o curso a distância.

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