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Atualizado em 01/09/2017

Comentários – Benedito Said

CONTA - No dia 15, no auditório do Ministério Público, nova fase de capacitação de professores visando ao desenvolvimento do projeto Procon Mirim. Equipe de Belo Horizonte fará o treinamento que envolve profissionais da rede municipal e estado. Montes Claros tem dez professores no programa que orienta sobre direitos, consumo consciente e conhecimento de deveres, inclusive voltados para preservação do meio ambiente.

FAROL - Houve tempo que a população de Montes Claros apelava por quebra-molas para ter menos acidentes e deter a velocidade dos motoristas inconsequentes. Depois, com advento dos semáforos, todo mundo queria uma modernidade dessas nas esquinas ditas perigosas, apesar da retenção que tais instrumentos causam numa terra em que ruas são estreitas e os quarteirões são um em cima do outro. Agora, a moda, iniciada no governo de Athos Avelino, é faixa-elevada. Todo mundo quer uma, mesmo quando a prioridade deva ser em portas de escolas ou em locais de grande fluxo de pedestre. De qualquer forma, isso é um grande avanço, visto que mostra nova consciência do passante, cujo direito deve prevalecer diante da máquina, cujo condutor deve saber muito bem que quem está pé tem mais direitos por representar a vida.

LIMPO - O serviço de limpeza da prefeitura de Montes Claros adotará máquina que faz varrição das ruas com maior mobilidade. É diferente de um mastodonte utilizando apenas em avenidas, o chamado escovão.

BURACO - Na Suécia, com todo o respeito ao atraso tupiniquim, tapar um buraco no asfalto das ruas é serviço para um só operário. O carro todo equipado para esse mister chega ao buraco, sinaliza, faz brotar de suas entranhas uma espécie de furadeira e pá, retirando o asfalto danificado e jogando a massa asfáltica milimetricamente conforme o espaço a ser tampado. É serviço de dez minutos. Em Montes Claros o asfalto é muito velho, na maioria das vias, e quando as chuvas benfazejas caírem abençoadas dos céus, com certeza, novos e velhos buracos nascerão como erva daninha em horta malcuidada. Mais serviço para a administração e mais dinheiro saindo do erário público para cumprir a obrigação que gera sempre, e através dos tempos, o clamor popular.

NOME - Se a situação não é das melhores para o cidadão comum, incluso os desempregados que apareceram aos borbotões com a crise econômica, ela também faz estragos nas empresas. Os dados foram divulgados pelo jornal Folha de São Paulo ontem, na coluna Mercado Aberto, de Maria Cristina Frias. O número de empresas inadimplentes no Brasil em julho deste ano foi o maior já registrado pelo Serasa Experian desde março de 2015. Ao todo, são 5,11 milhões de companhias com nome sujo na praça, cuja dívida somada totaliza R$ 121,1 bilhões. Na mesma esteira, a oferta de crédito para sair do buraco também sumiu feito pirão em casa de famélico.

NOVO - Montes Claros tem farmácias com estoques de remédio para curar a maioria dos males que afligem população. Nas redes locais, são feitos alguns serviços importante, como aferição de pressão e glicose. Falta anexar isso ao serviço médico, seja público ou de planos de saúde. Pois bem. Exemplos podem ser copiados. As redes de farmácia, neste ano, ampliaram em 41% sua estrutura para atendimento clínico, como testes rápidos e vacinação, segundo a Abrafarma, que reúne empresas como DPSP e Raia. O objetivo do setor é entrar na cadeia de atendimento à saúde com o acompanhamento de pacientes, afirma o presidente da associação, Sergio Mena Barreto. As empresas planejam, futuramente, firmar convênios com planos de saúde e criar um sistema que poderia emitir avisos e enviar dados a médicos cadastrados.

AGULHA - Por outro lado, maior entrave para a expansão do modelo é o atraso da Anvisa (agência reguladora do setor) para definir as regras para a atividade, avalia Deusmar Queirós, fundador do grupo Pague Menos. "Já oferecemos atendimentos mais triviais, de glicose, pressão, mas ainda aguardamos a regulação para fazer testes, como o de HIV, e vacinas." A vacinação deverá ser a primeira a ser liberada - a consulta pública sobre o tema já foi concluída, e o setor projeta que até março de 2018 possa oferecer o serviço. A regulação para testes laboratoriais, porém, ainda deverá passar por consulta pública na agência, que não tem um prazo para a publicação. No primeiro trimestre, 8,5% das lojas de grandes redes tinham espaço para serviços clínicos, taxa que subiu para 12,1% no trimestre seguinte.

 

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