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Atualizado em 28/06/2016

O Gene do Mal – Edgar Antunes Pereira

Como Diógenes de Sinope dizia aos gregos, digo a Temer, nem que procure de lanterna na mão, seja dia ou noite, não encontrará no meio político brasileiro uma só pessoa honesta. Nem mesmo você Temer, cercado de denúncias sérias, é capaz de dizer-se honesto.

Cada dia um novo escândalo. No PT disputa-se quem é o mais corrupto do partido e a briga está feia, contenda dura, duríssima. Lula, por enquanto, não figura entre os favoritos. Mas, tenho certeza, ele tem cartas escondidas nas mangas de Moro. Vai vencer a disputa e gozar férias na República de Curitiba.

Com as novas delações não sobrará ninguém. Não há um só partido virginal neste governo, todos seduzidos pelo ganho fácil deixaram-se corromper, e o pior, prostituíram-se, transformaram-se em putas de luxo, caras. Caras para os contribuintes, caras para o País e, ademais, não nos dão prazer algum.

O que aconteceu com o Brasil? O que o levou à ruína moral? Que peste o assolou que, de tão seletiva, dizimou toda a população de homens públicos incorruptíveis.

Culpam o sistema de eleição, caro, em que empreiteiros financiam as campanhas políticas e o enriquecimento pessoal dos candidatos, em troca de obras superfaturadas, sem prazos definidos de entrega e qualidade duvidosa. Outros culpam os partidos que, uma vez no poder, fazem o diabo para se perpetuarem. Muitos, ainda, culpam os portugueses que, para povoar rapidamente a nova terra, abriram as prisões e trouxeram para cá toda sorte de bandidos. Outros mais culpam as leis.

O fato é que pós-Lava Jato e suas ramificações não restará pedra sobre pedra.

O povo brasileiro pagará mais uma vez a lambança petista, peemedebista e de todos os partidos que se juntaram à gangue de Lula e dela tiraram proveito. Crises não são novidades em nossa história, as mais recentes foram a pós-Geisel, sucedeu a do governo Collor de Melo e agora a do PT, Lula, Dilma e outros petralhas.

O pacote de medidas anticorrupção apresentado pelo Ministério Público obteve apoio de mais de dois milhões de assinaturas. Entregue com pompas no Congresso, o PL (projeto de lei) em tramitação não tem data para ser aprovado, a Câmara até agora não instalou a comissão especial destinada a examinar a proposta. A reforma política dorme, embalada pelo Hino Nacional, “deitada em berço esplêndido”. Tudo conspira a favor da impunidade.

E tão cedo não instalar-se-á, não é de seu interesse, onde já se viu ladrões fazerem leis de autopunição. Mas, o País tem jeito, haverá novas eleições e mudanças. Filhos e netos dos atuais políticos os substituirão e manter-se-á vivo o gene da corrupção pelos próximos séculos.

Jader Barbalho e Helder Barbalho, Expedito Júnior e Expedito Netto, Romero e

Rodrigo Jucá, Requião e Requião Filho e muitos outros, incontáveis.  

Quase esqueci, Tadeu e Tadeuzinho.

 

 

(*) Jornalista

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