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Atualizado em 13/09/2017

Crise hídrica trava geração de empregos

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CARLOS PIMENTA externa preocupação com os reflexos da crise hídrica na economia

A crise hídrica afeta a economia em Montes Claros ao dificultar a atração de novos investidores para gerar mais empregos e melhorar a qualidade de vida da população. Além do que, também reflete no funcionamento de empresas instaladas na cidade há anos, que, sem água, têm dificuldades para produzir. O alerta partiu do deputado Carlos Pimenta, do PDT, presidente da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa de Minas Gerais ao participar do Programa Na Corda Bamba, na TV Geraes, canal 2, ao vivo, nesse sábado das onze horas ao meio dia e que será reprisado nesta terça-feira às onze da noite.

O parlamentar externou, mais uma vez, apreensão com a situação ao responsabilizar a Copasa, que mesmo consciente de sua gravidade, em função da expiração do prazo de vida útil da barragem de Juramento, responsável por abastecer a cidade, não tomou nenhuma providência para garantir água nas torneiras. Segundo Carlos Pimenta, a empresa se omitiu e se preocupou somente em auferir lucros expressivos com a prestação dos serviços há mais de 30 anos. Lembra que somente agora a Copasa se deu conta que o quadro é mais grave do que se imagina e busca alternativas para tentar amenizá-lo.

O deputado posicionou-se contrário ao projeto da Copasa, de fazer captação emergencial de cerca de 300 litros de água por segundo no Rio Pacuí, em Coração de Jesus, com investimento elevado em torno de R$ 150 milhões. Disse que o projeto é inviável, porque o rio não tem água e vai prejudicar a população daquele município. Carlos Pimenta afirmou que esteve no rio e viu a situação, mostrando-a a presidente da Copasa, Cinara Meireles, mas não conseguiu demovê-la da ideia. As obras tiveram início há poucos dias. Segundo ele, a barragem de Congonhas é apontada como a solução para a crise hídrica na cidade, mas teve informação de que o Rio Congonhas, em Itacambira, também está secando.

O pedetista está ainda mais preocupado com o quadro em função da interferência direta na atração de novos investidores para Montes Claros, para gerar mais empregos com o suporte da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene). Carlos Pimenta tomou conhecimento que a falta de água pode levar indústrias a deixarem de vir para a cidade, em futuro próximo. “Sem água, não há como uma indústria operar em nossa cidade”, lamenta, ao chamar a atenção para o fato de que, a situação já chega a comprometer o funcionamento de indústrias importantes, instaladas em Montes Claros há anos.

SAÚDE – Presidente da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa tem pressionado o governo do Estado a dar atenção especial ao setor e liberar recursos expressivos que deve às prefeituras. Ele conta que mantém contatos quase diários com o secretário de Estado da Saúde, Sávio Souza Cruz, mas este não resolve o problema, com o argumento de que o governo enfrenta dificuldades para fazê-lo. Com isso, assegura, a situação da saúde nos municípios se complica dia após dia, em prejuízo da população. Carlos Pimenta afirma que a saúde é tripartite, mas somente o governo federal e os governos municipais cumprem a determinação constitucional, enquanto o Estado desrespeita a legislação. E o pior, garante, é que as prefeituras acabam sobrecarregadas e investem mais de 25% no setor, enquanto legalmente teriam que investir só 12%.

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