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Atualizado em 11/08/2017

CRISE HÍDRICA: Deputado critica Copasa

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Carlos Pimenta critica omissão da Copasa em relação à crise hídrica na cidade

A crise hídrica, que atinge o Norte de Minas e que provocou o racionamento de água em Montes Claros, em vigência há mais de um ano, foi abordada mais uma vez na tribuna da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, nessa terça-feira. Preocupado com a situação, o deputado Carlos Pimenta, do PDT, criticou a atuação da Copasa, que recorre a medidas emergenciais como a perfuração de poços, e defendeu a construção da barragem de Congonhas como alternativa para se resolver o problema na cidade. Ele, que visitou a barragem da Copasa em Juramento, há poucos dias, em companhia de vereadores e constatou seu baixo nível, teme que o quadro piore e coloque em risco o abastecimento da população da maior cidade da região. Para o representante do PDT do Norte de Minas na AL, é inadmissível que uma cidade com mais de 400 mil habitantes enfrente este problema, cuja tendência é de se agravar.

Para o parlamentar, a empresa, responsável pela exploração dos serviços de água e esgoto em Montes Claros, há mais de 30 anos, deveria concentrar esforços para construir a barragem, apontada por ela própria como alternativa para resolver o problema do abastecimento da cidade, nos próximos anos, com água de qualidade. Contudo, como não atentou para o problema com antecedência, mesmo consciente do vencimento do prazo de validade da barragem de Juramento, agora tem que lançar mão de medidas paliativas, como a perfuração de poços, que também podem secar. Ele chama atenção para o fato de que, além do abastecimento de Montes Claros, a barragem é fundamental para perenizar o Verde Grande, um dos principais rios do Norte de Minas, potenci alizando a produção agrícola em seu entorno, com a geração de mais renda e de centenas de empregos diretos e indiretos.

O deputado também vê com reservas a outra medida emergencial da Copasa, que é a captação de água no Rio Pacuí, em Coração de Jesus, que não tem condições de contribuir para garantir o abastecimento na cidade. Mesmo com a reação contrária dos prefeitos da região de Coração de Jesus, que recorreram ao governo do Estado, tentando barrar o projeto, a empresa pretende executá-lo. A previsão é de que as obras se iniciem neste mês e sejam concluídas em agosto do próximo ano. O projeto, de acordo com informações da Copasa, deve consumir recursos da ordem de R$ 138 milhões, com perspectiva de que sejam viabilizados junto ao governo federal.

Ao retornar à tribuna da Assembleia Legislativa após o recesso, Carlos Pimenta voltou a reclamar da seca no Norte de Minas e parte dos Vales do Jequitinhonha e do Mucuri, acrescentando que 80% dos córregos e rios dessas regiões estão secos e o rebanho bovino foi reduzido pela metade, com prejuízo irrecuperável para a economia regional. “Montes Claros já sofre com o rodízio no abastecimento de água, um caos numa cidade de 450 mil habitantes!”, lamentou. O pedetista também voltou as baterias contra a Copasa, frisando que, em vez de fazer a Barragem de Congonhas, o que resolveria o problema de abastecimento da cidade, furou poços artesianos profundos. Segundo rele, a empresa defende a captação de água do Rio Pacuí, que estaria quase seco.

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