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Atualizado em 17/07/2017

Comércio mineiro registra aumento de 0,2%

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A LIBERAÇÃO das contas inativas do FGTS influenciou o resultado

O volume de vendas do comércio varejista de Minas registrou em maio uma pequena alta de 0,2% no acumulado dos últimos 12 meses, segundo a Pesquisa Mensal do Comércio, divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O economista da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio-MG), Guilherme Almeida, explica que, mesmo sendo tímido, o avanço é bastante significativo, já que é o primeiro indicador positivo, nessa base comparativa, desde junho de 2015. “Esse indicador mostrou a reversão dessa sequência de recuo”, frisou.

Ainda segundo o IBGE, no comparativo maio 2017/maio 2016, em Minas as vendas do varejo aumentaram 5,1%. Nos cinco primeiros meses deste ano, na comparação com igual período de 2016, o avanço foi de 3,3%. Já na passagem de abril para maio (com ajuste sazonal), houve redução de 0,3%.

Para Guilherme Almeida, os indicadores mostram que a retomada do setor está ocorrendo sem intensidade, mas de forma gradual. O economista apontou ainda que a melhora só não ocorre de maneira mais ágil devido ao alto índice de desemprego.

Economista do IBGE Minas, Cláudia Pinelli explica que, apesar de ter havido um pequeno recuo das vendas em maio no comparativo com abril, os outros índices mostram melhora do setor.

Ela explica que o aumento de 5,1% nas vendas de maio no comparativo com igual mês de 2016 pode ter ocorrido devido à melhora de indicadores econômicos, sobretudo a queda da inflação, que proporciona ganho real da renda e melhora o ambiente para as famílias consumirem. De acordo com Almeida, o acréscimo nessa base comparativa também se deu pela liberação do dinheiro das contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

O mês de maio ainda sofreu influência positiva do Dia das Mães, com produtos ligados à comemoração tendo bom aumento nas vendas. Móveis e eletrodomésticos tiveram aumento de 15,6%; enquanto tecidos, vestuário e calçados aumentaram 33% na comparação maio 2017/maio 2016.

No acumulado dos últimos 12 meses, os setores que mostraram melhoria foram: hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (4,4%); tecidos, vestuário e calçados (1,8%); móveis e eletrodomésticos (0,7%); Outros artigos de uso pessoal e doméstico (0,5%). Já os segmentos que tiveram recuo foram combustíveis e lubrificantes (-11,9%); equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (-7,4%); livros, jornais, revistas e papelaria (-6,2%); artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (-0,7%).

Veículos - Em Minas, as vendas do varejo ampliado – que inclui materiais de construção e veículos – tiveram recuo de 3,5% no acumulado de 12 meses e redução de 1% nos cinco primeiros meses deste ano no comparativo com igual mês do ano passado. No comparativo maio 2017/maio 2016, foi registrado aumento de 0,6%.

Segundo Almeida, o desempenho fraco indica que o crédito, mesmo com as quedas dos juros, continua restrito, não sendo suficiente para retomada de empréstimos e aquisição de bens duráveis.

No Estado, no acumulado de 12 meses, as vendas de veículos, motocicletas, partes e peças tiveram queda de 18,3%, enquanto no segmento material de construção a redução foi de 7,7%.

(Diário do Comércio).

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