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Atualizado em 03/02/2015

Comentários – Benedito SAID

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HISTÓRIA - Georges Bernanos (1888-1948), um dos grandes escritores franceses do século 20, viveu por um período em Pirapora, às margens do rio São Francisco. A revelação é do crítico literário francês Sébastien Lapaque, no livro Sob o Sol do Exílio, que conta os sete anos vividos por Bernanos no Brasil, entre 1938 a 1945, quando já era escritor famoso. O escritor veio para o Brasil desiludido com os rumos da Europa às vésperas da Segunda Guerra. Bernanos chegou ao Brasil em 1938, quando tinha 50 anos, com dois objetivos curiosos: criar gado e fundar uma colônia francesa. O projeto o levou a um périplo pelo país: Itaipava (RJ), Juiz de Fora (MG), Vassouras (RJ) e Pirapora, em Minas, onde concluiu o livro “Senhor Ounine”. Depois escolheu Barbacena (MG) para viver, atraído por uma fazenda que se chamava Cruz das Almas. Foi tentação de mais para um católico fervoroso.

LETRA - Os livros mais famosos de Georges Bernanos são “Sob Sol de Satã” (1926 e “Diário de Pároco de Aldeia” (1936). Essa última obra é carregada de reflexos sobre o existir: “Mas qual é o peso de nossas chances, para nós que aceitamos, de uma vez por todas, a assustadora presença do divino em cada instante de nossas pobres vidas? ... a pureza não nos é prescrita como um castigo, ela é uma das condições misteriosas mais evidentes – a experiência o atesta – deste conhecimento sobrenatural de si mesmo, de si mesmo em Deus, que se chama fé. A impureza não destrói esse conhecimento, aniquila a necessidade dele”.

CATOPÊ - Pelo menos a deputado Raquel Muniz apareceu na Globo News com um cocar de catopê. Ganhou visibilidade durante participação da comentarista de política, Cristina Lobo. “Ali uma deputada que veio para a posse com o cocar de índio, vestimenta pouco informal.” O modelo era igual ao que Mestre Zanza usa nas Festas de Agosto. Raquel estava ao lado do marido e prefeito de Montes Claros, Ruy Muniz. Daqui a pouco tem marujada.

BOMBA - Com o anunciado aumento da gasolina, os postos de combustíveis da cidade ficaram cheios no sábado passado. Todo mundo querendo diminuir o prejuízo, que ainda será maior com a volta do imposto sobre os combustíveis, a Cide. Mas não é só isso. Todos sabem que aumento da gasolina significa aumento da inflação, a começar pelo frente e termina na banca de verduras da esquina.

GIZ - O secretário de Estado da Casa Civil e das Relações Institucionais, Marco Antônio Rezende, deve ir até o Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília, nesta semana, para discutir possíveis soluções para o impasse envolvendo a Lei Complementar 100, que colocou em risco milhares de servidores da educação em Minas Gerais. Segundo Rezende, apesar de o governador Fernando Pimentel (PT) ter determinado um prazo de 90 dias para que o governo petista avalie as finanças e ações do governo anterior, a situação dos 98 mil servidores da educação que foram efetivados pela legislação, sem concurso público, já é discutida internamente, e nos próximos dias ele pretende fazer consultas ao Supremo sobre o tema.

LUZ - O Programa Luz Para Todos está paralisado e não há sinais de retorno. Enquanto isso, centenas e centenas de famílias espalhadas pela zona rural do Norte de Minas continuam a esperar o benefício com uma lamparina nas mãos.

SUJO - O rio São Francisco, em situação de degradação, está malcheiroso em várias partes. Nos municípios de São Francisco e Januária, braços do rio são mais parecidos com esgoto a céu aberto, com coloração esverdeada e morte de peixes. Rio não comete suicídio. Mas é assassinado pelas mãos humanas um pouco a cada dia.

TRATO - Em meio à grave crise de abastecimento de água que afeta estados do sudeste do país, uma comunidade quilombola do Oeste da na Bahia comemora ações para melhoria da qualidade e quantidade da água que utiliza. Presente no seminário de início dos serviços de recuperação hidroambiental da bacia do rio das Rãs, importante afluente do rio São Francisco, a comunidade de rio das Rãs se mostrou receptiva com a chegada do projeto de iniciativa do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco - CBHSF.

O evento foi realizado no último sábado, em Bom Jesus da Lapa (BA). Com recursos da cobrança pelo uso da água, o comitê de bacia investirá aproximadamente R$ 800 mil em serviços que priorizam o cercamento de 18 quilômetros de Áreas de Proteção Ambiental (APA), onde estão localizadas as principais nascentes do rio das Rãs, além da adequação de estradas rurais, construção de 182 bacias de contenção pluviométrica (barraginhas) e ações de mobilização social e educação ambiental em torno das populações ribeirinhas.

Os trabalhos terão duração de oito meses e serão executados pela empresa Localmaq Ltda, com sede em Montes Claros (MG).

OUTROS - A Bacia do Velho Chico no Norte de Minas também precisa desse socorro.

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