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Atualizado em 14/07/2016

Cidade espera fábrica de bicicletas

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Apesar de a crise econômica refletir em todos os setores, com os empresários com um pé atrás para investir, sem saber o que vem pela frente, Montes Claros transita na contramão da direção com a perspectiva de receber novos investimentos. Um deles é a Athor Bikes, que produz cerca de 80 mil bicicletas por ano, com matriz em Lagoa da Prata. Ela pretende instalar uma unidade na cidade com capacidade para produzir mais de duzentas mil bicicletas por ano. O projeto foi discutido na manhã dessa segunda-feira (11), na prefeitura, em reunião do diretor-geral da Athor Bikes, Pedro Castro, o consultor da empresa, Francisco Borges, o representante do Instituto de Desenvolvimento do Norte e Nordeste de Minas Gerais (Idene), Davidson Dantas, o assessor da Prefeitura, Geraldo Edson Souza Guerra e o gerente municipal de Desenvolvimento Econômico, Aroldo Rodrigues.

Além de Minas Gerais, a empresa, que segundo Pedro Castro, atua nos mercados do Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Maranhão, Piauí e Pará, deverá ser instalada em terreno a ser doado pelo município no novo Distrito Industrial, às margens da Estrada da Produção. “Se todas as questões atinentes à instalação da unidade forem definidas em noventa dias, junto ao governo municipal e estadual, trabalhamos com a expectativa de que a produção tenha início no prazo de um ano, um ano e meio no máximo”, garante o empresário.

EMPREGOS - Segundo Pedro Castro, a produção em Montes Claros poderá chegar a 200 mil bicicletas por ano se a fábrica for instalada integralmente, o que permitirá a geração de mais de 150 empregos diretos e indiretos. “Caso a instalação seja feita de forma gradual, iniciando pelo setor de distribuição, com as bicicletas apenas sendo montadas aqui, este número chegaria a 20 ou 30 postos de trabalho”, sustenta. Ele ressalta que o maior problema para que a fábrica seja instalada integralmente em Montes Claros está relacionado à tributação federal, considerada excessiva.

“No quadro federal fica difícil buscarmos a redução desta carga tributária. Mas, em Minas Gerais, recorremos ao Instituto de Desenvolvimento Integrado (INDI) e, ao governo, através da secretaria de Estado da Fazenda, pleiteando a redução do ICMS de 18% para 2%. Isso, aliado a outros incentivos, viabilizaria a montagem da fábrica integral em Montes Claros. Uma demanda que também levamos a cabo no Rio de Janeiro, onde já possuímos, inclusive, um protocolo sobre essa redução”, sustenta Pedro Castro.

POTENCIALIDADES - O empresário destaca a potencialidade de Montes Claros como principal centro urbano e econômico do Norte de Minas, com grande influência nas regiões do Vale do Jequitinhonha e Mucuri. Entende que esse quadro permite que a empresa vislumbre investimentos ainda mais expressivos, que somem ainda mais no fortalecimento da economia regional. “A Athor vê com bons olhos esta região do estado, o que nos faz até pensar na possibilidade de construirmos uma cadeia produtiva” diz ele, referindo-se ao conjunto de etapas consecutivas pelas quais passam e vão sendo transformados e transferidos os diversos insumos. “Essa cadeia produtiva asseguraria maior geração de emprego, entre outros benefícios, com a Athor Bikes adquirindo a produção regional de vários produtos que servem à fabricação das bicicletas”, conclui.

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